Foi recentemente noticiado na mídia que mais de 380 mil professores não poderiam estar dando aula porque não têm diploma adequado. É o que mostra o último censo feito pelo Ministério da Educação.
Os anos finais do ensino fundamental são a etapa em que há mais professores sem a formação mínima exigida atuando nas salas de aula: 27%. Em toda a educação básica, o percentual de professores que apresentam a formação mínima requerida por lei para cada etapa varia de 73% a 87%, de acordo com o Censo Escolar de 2007.
O reflexo disso são os resultados do ENEM, vestibulares e o pior de todos, o nível cultural que está sendo formado nas escolas. Algo muito urgente tem que ser feito, porém surge uma questão antiga: Povo sem instrução reclama menos, exige menos direitos. Seria de certa forma uma estratégia do governo fechar os olhos para essa dura realidade? Essa pergunta é pertinente.
Sabendo-se que o nível na educação pública é tão baixo, tendo verba suficiente para mudar este cenário desde o passado, tendo especialistas no governo, por que isso ainda não foi feito? Por que nenhuma mudança foi adotada até agora? Como é permitida a contratação destes profissionais "desqualificados"?
De nada adianta a discussão das famosas e discriminativas "cotas para alunos do ensino público" nas universidades, o que precisa realmente é tornar os alunos da rede pública preparados para competir nas disputas às vagas integrais. Isso é formação básica para a vida.
Agora saber se realmente quem tem condições de mudar isso tem interesse nesta mudança é outra conversa...
quinta-feira, 28 de maio de 2009
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